segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Na rotina do Supremo, Lava Jato segue capenga

Com lentidão nos processos, presidente Michel Temer (PMDB) dificilmente terá de cumprir sua promessa de demitir ministros que venham a se tornar réus

Considerando o ritmo de tramitação dos processos da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal até agora, dificilmente o presidente Michel Temer (PMDB) terá de cumprir sua promessa de demitir ministros que venham a se tornar réus na Corte com a nova leva de investigações da operação após a homologação da delação premiada da Odebrecht, que implica centenas de políticos.
Desde o início da operação, em 2014, até agora, foram apresentadas 13 denúncias da Lava Jato ao Supremo Tribunal Federal, das quais apenas três foram aceitas pela Corte até o momento, enquanto outras 10 ainda aguardam análise. Nas três ações penais abertas, o tempo médio desde a instauração do inquérito, que é a investigação formal perante o STF, até o Supremo decidir aceitar a denúncia foi de 18 meses e seis dias.
O cálculo não leva em conta as duas denúncias apresentadas contra o então deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que tiveram um tempo de tramitação na Corte bem abaixo da média. Nas duas denúncias contra o peemedebista, o tempo médio entre a instauração do inquérito e a aceitação da denúncia pelo plenário do STF, pois ele era presidente da Câmara, foi de nove meses e quinze dias. Como ele perdeu foro privilegiado após ser cassado, os casos não tramitam mais no STF.
Considerando todas as 13 denúncias que ainda tramitam na Corte, o tempo médio levado pela Procuradoria-Geral da República para oferecer as acusações depois de instaurados os inquéritos até aqui foi de 14 meses.
A média de tempo que o Supremo demorou para aceitar as denúncias depois que elas foram apresentadas foi de seis meses. Contudo, há casos que destoam dessa média, como a denúncia contra o ex-presidente Fernando Collor (PTC-AL), apresentada em 20 de agosto de 2015 ao Supremo e até hoje sem ser analisada pela Corte.
Já no caso de Eduardo Cunha, a Procuradoria-Geral da República levou cinco meses para apresentar as denúncias de cada um dos dois inquéritos em que ele foi acusado.
A primeira denúncia o Supremo levou seis meses e 11 dias para julgar e aceitar a acusação. Já a segunda acusação demorou três meses e 15 dias para ser colocada na pauta e acolhida pelo plenário da Corte.

2018

Como a delação premiada dos executivos da Odebrecht foi homologada em 30 de janeiro e as eventuais novas investigações que podem implicar ministros do governo citados ainda devem estar em fase inicial, dificilmente algum ministro poderá vir a ser denunciado e a acusação ser analisada pelo STF antes do segundo semestre de 2018.
Mesmo que uma eventual denúncia seja levada para pauta de julgamentos da Segunda Turma do Supremo, responsável pela Lava Jato, há ainda a possibilidade de ministros da Corte pedirem vista do caso, adiando indefinidamente o julgamento.
O expediente foi utilizado, por exemplo, no julgamento da denúncia contra o deputado do PP Eduardo da Fonte, acusado de corrupção por supostamente intermediar no episódio em que o então presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (morto em 2014), cobrou propina de empreiteiras para barrar as investigações da CPI da Petrobrás em 2009.
A acusação foi levada a julgamento na Segunda Turma em 22 de novembro de 2016, cinco meses após a denúncia ser apresentada. Na ocasião, o ministro relator Teori Zavascki votou por aceitar a denúncia, mas o ministro Dias Toffoli pediu vista do caso, que não voltou a julgamento desde então.
Atualmente, das 10 denúncias apresentadas pela Procuradoria-Geral da República na Lava Jato, apenas uma é referente a uma investigação iniciada em 2016.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Quadro para sucessão de Beto Richa

O ex-senador Osmar Dias (PDT) pode fazer campanha pelo interior do Estado em nome do governador Beto Richa (PSDB). A vice-governadora, Cida Borghetti, também, inclusive com o ministro da Saúde a tiracolo, que nada disso importa para o deputado estadual e secretário de Desenvolvimento Urbano do Governo, Ratinho Junior (PSD). “Sou candidato ao governo e se o meu partido sustentar, continuarei até o fim”, disse em encontro com as lideranças do PSD. Se não vingar sua candidatura à Presidência da República, o senador Alvaro Dias (PV), também poderá tentar o governo do Estado. O secretário da Casa Civil, Valdir Rossoni (PSDB)e o deputado federal, João Arruda (PMDB), poderão embarcar no navio de Ratinho Junior, como possíveis vices.

Vídeo mostra confronto entre torcedores em Curitiba

Um grupo de aproximadamente 50 torcedores do Atlético e do Coritiba entraram em confronto neste domingo (19), na Cidade Industrial de Curitiba. Eles enfrentaram com paus e pedras, na Rua Nossa Senhora da Cabeça, próximo ao cruzamento com a Avenida das Indústrias. Pelo menos três pessoas ficaram feridas e foram socorridas pelo Siate.
Duas viaturas da Polícia Militar foram acionadas para conter a briga, que aconteceu por volta das 10 horas. O confronto foi gravado em vídeo por curiosos, vizinhos e pacientes que aguardavam atendimento em um hospital da região.
Até às 14h20 deste domingo, 12 pessoas haviam sido detidas pela Polícia Militar.
Além dessa briga, há relatos de torcedores armados de paus e pedras que invadiram o Terminal do Santa Cândida no início da tarde. O jogo entre Atlético-PR e Coritiba é às 17h, na Arena da Baixada.

Impasse com transmissão cancela Atletiba na Arena

O Atletiba deste domingo (19), programado para começar às 17 horas pelo Campeonato Paranaense, foi cancelado. A partida seria transmitida apenas pelo canal dos times no Youtube, o que não foi autorizado pela Federação Paranaense de Futebol (FPF). Os times se recusaram a abrir mão da transmissão online e decidiram sair de campo.
A partida sequer foi iniciada. O argumento apresentado pela federação foi a ausência de credenciamento às equipes responsáveis pela transmissão online. Desta forma, os profissionais teriam que se retirar do campo. Atlético Paranaense e Coritiba não aceitaram esta condição.
Após alguns minutos de conversa, os times saíram de campo e depois voltaram ao gramado juntos. Os jogadores das duas equipes deram as mãos no centro do gramado, acenaram para as torcidas e deixaram novamente o campo da Arena.
"Nós viemos aqui para jogar. O juiz disse que obedece a uma ordem superior e se retirou do campo. A torcida também se retirou. Infelizmente não vai ter jogo, por uma medida intransigente, mas acho que está na hora da gente tomar uma atitude. Só existe o futebol pelos jogadores e pelos clubes, nossos direitos não podem ser definidos por terceiros.
O Atlético e o Coritiba decidiram que tinham o direito de dizer não, que sirva de exemplo para outros clubes", comentou o presidente do CAP, Luiz Sallim Emed.
Colaboração Danielle Peplov e William Bittar

Torcedor do Coritiba morre após ser baleado pela PM

Um torcedor do Coritiba morreu na tarde deste domingo (19) no Hospital Cajuru após ser baleado em uma confusão envolvendo torcedores do coxa e policiais em frente ao Estádio Couto Pereira.
Segundo informações repassadas pela assessoria de imprensa da Polícia Militar, um grupo de policiais do 12° Batalhão escoltava os torcedores até a Arena da Baixada por volta das 15h quando começou a confusão. De acordo com a PM, um sargento teria dado um disparo acidental que acertou o peito de um dos torcedores.
A vítima, menor de idade, foi levado ao Hospital Cajuru pelos próprios policiais. Ele chegou a passar por uma cirurgia, mas não resistiu.
A PM informou que o sargento se apresentou espontaneamente ao batalhão e que um inquérito policial já foi aberto para apurar as circunstâncias em que os fatos aconteceram. A equipe do sargento também será ouvida pela corregedoria.
O clássico que estava marcado para a tarde deste domingo foi marcado por muita confusão de torcedores em vários bairros de Curitiba.

Abatiá Prefeitura volta a pagar auxilio-alimentação para servidores

Os 250 servidores municipais de Abatiá (39 quilômetros de Santo Antônio da Platina) voltam a receber nesse mês o vale-alimentação, benefício garantido em lei, mas que havia sido cortado pela administração anterior logo após as eleições de outubro passado. São R$ 250 que passam a ser creditados aos funcionários públicos que podem usar um cartão para compras em empresas credenciadas pela prefeitura, a maioria supermercados.
Nesse mês os servidores vão receber o benefício de forma retroativa, já que o atual prefeito Nelson Garcia Júnior (PDT) decidiu que o benefício pago será referente também ao mês de janeiro. Com o bônus de R$ 500 para cada servidor do município, a prefeitura espera injetar R$ 130 mil no comércio local nos primeiros dias de março, quando o dinheiro será creditado na conta dos servidores.
A confirmação do restabelecimento do benefício de forma retroativa foi anunciada na quinta-feira, 16, através das redes sociais pelo próprio prefeito, que comemorou a assinatura do decreto. Ele justificou que o auxilio era uma conquista dos servidores e que não podia ser tirada com o simples argumento da crise econômica. Para o prefeito, os direitos adquiridos dos trabalhadores devem ser respeitados a qualquer preço.
O benefício é uma antiga conquista do funcionalismo municipal de Abatiá. Porém, na segunda semana de outubro de 2016, a ex-prefeita Maria de Lourdes Yamagami (2013-2016) derrotada nas urnas pelo próprio Nelson Garcia Júnior – fez 66% dos votos válidos - simplesmente cortou o auxílio através de um decreto deixando os servidores em situação delicada.
Para a vereadora Érika Garcia (PMDB), a Justiça foi restabelecida com o decreto de Garcia Júnior. “São pais e mães de família que dependiam desse auxílio e quê de uma hora para outra foi lhes tirado sem aviso prévio. Garcia (Júnior) reafirma com essa atitude que seu compromisso com o funcionalismo está sendo cumprido. Iniciativas como essa sempre terão meu apoio”, declarou a peemedebista.
Outras medidas
Ainda na quinta-feira, 16, o atual prefeito anunciou uma série de medidas para gerar economia na administração, como a redução da concessão de gratificações excedentes para servidores de carreira e ocupantes de cargo em comissão. 

Jacarezinho Câmara gastou mais de R$120 mil com diárias em 2016

A Câmara de Vereadores de Jacarezinho teve um gasto de mais de R$ 120 mil em diárias no ano de 2016. O orçamento anual da casa de leis no ano passado era de exatamente R$ 4 milhões. Foram exatos R$ 125.675 mil foram gastos em viagens pelos vereadores e servidores, ou seja, 3,14% do total.
Em comparação com o ano anterior, 2015, a porcentagem de gastos com diárias foi menor. Em 2015 o orçamento anual da casa de leis em Jacarezinho era de R$ 3.159.278,95 milhões. Deste total, R$ 118.787,34 mil, ou 3,76% foram gastos com diárias em viagens pelos vereadores e servidores da câmara. A diferença foi de 6, 2% de 2016 em relação a 2015.
Segundo a lei nº 3191/2015, as diárias da câmara de vereadores de Jacarezinho variam desde R$ 250 até R$ 600, dependendo da distância em quilômetros do local de destino da viagem.
Para as viagens com distância entre 100 e 299 quilômetros de Jacarezinho, a diária é de R$ 250. Com distância entre 300 e 600 quilômetros, o valor é de R$ 450. Viagens acima dos 600 quilômetros a diária é de R$ 600. Há ainda as meia diárias para viagens com menos de 100 quilômetros.
Além das diárias, segundo a lei de 2015, é acrescido o valor das passagens ou ressarcimento de valores gastos com combustível e tarifas de pedágio comprovados.
Outra lei, a 2882/2013 descreve que a câmara poderá locar veículo para o transporte dos vereadores ou servidores, quando o gestor contábil considerar mais vantajoso em relação às passagens.
Esta lei de julho de 2013 dispõe ainda sobre como proceder no caso do vereador ou servidor interessado em receber as diárias para viagens para participar de estudos e eventos políticos, educacionais, culturais, administrativos e outros assuntos de interesse da casa de leis.
De acordo com ela, o interessado deve requerer ao presidente da câmara com antecedência mínima de cinco dias úteis a liberação de recursos. Para isto é necessário a apresentação resumida dos objetivos da viagem com nomes dos órgãos, entidades ou pessoas que serão contatadas e o número de dias necessários.
Para o caso do presidente da casa requerer as diárias é necessários o mesmo procedimento e o envio do requerimento ao vice-presidente.
Ainda segundo a lei é obrigatório que o vereador ou servidor entregue em até 10 dias úteis do último dia da viagem, um relatório da com as atividades desenvolvidas e objetivos alcançados com documentos comprobatórios originais ou cópias autenticadas.


Por Jivago França