segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Domingo é marcado por protestos contra Temer

O atual presidente Michel Temer (PMDB) foi alvo de manifestações neste domingo em capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Curitiba. A capital paulista teve o maior ato, que reuniu cerca de 100 mil pessoas, segundo seus organizadores. A PM não divulgou estimativas.
Os atos tiveram um pedido em comum: o pedido por novas eleições, após ser consumado o impeachment de Dilma Rousseff (PT) em votação feita por senadores na última quarta (31).
O protesto foi pacífico durante todo o trajeto da avenida Paulista até o largo da Batata, na zona oeste. No final, policiais militares soltaram bombas de gás lacrimogêneo e jatos d´água, enquanto as lideranças da manifestação pediam para a multidão dispersar. A porta de uma agência bancária ficou estilhaçada e algumas lixeiras quebradas. 
O fotógrafo Maurício Camargo, da Agência Eleven do Rio de Janeiro, foi ferido por uma bala de borracha na perna esquerda. Manifestantes tentaram socorrê-lo.
Segundo a Polícia Militar, nove pessoas foram detidas e encaminhadas para o Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais). Nas redes sociais, integrantes de movimentos sociais dizem que 27 pessoas foram detidas. Segundo o Twitter da PM, "em manifestação inicialmente pacífica, vândalos atuam e obrigam PM a intervir com uso moderado da força / munição química".
Policiais jogam muitas bombas de gás lacrimogêneo em direção aos manifestantes no Largo da Batata (Foto: Reprodução/GloboNews)

Após a confusão, manifestantes discutiram com o comandante da operação, coronel Henrique Motta. "Eu não tenho lado, eu sou do Estado, eu defendo a lei e a ordem", disse o policial, que argumentou que a ação aconteceu por causa de pessoas mascaradas que estavam no protesto.
O início da manifestação foi no vão livre do Masp, principal palco de atos na cidade, após a passagem da tocha paralímpica.
Por volta das 17h, os organizadores estimavam o público em mais de 50 mil pessoas. O número foi ampliado para 100 mil pela organização pouco mais tarde. A polícia militar não fez estimativa do público até as 19h. A via tinha manifestantes por toda a extensão, mas com concentração maior na região do Masp, entre a praça do Ciclista e a avenida Brigadeiro Luís Antônio. Os manifestantes seguiram da Paulista para o largo da Batata, pela avenida Rebouças. No final do protesto, foi queimado um caixão com foto do presidente Michel Temer. 

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